A Rádio Virtual deu início nesta semana à série de entrevistas com pré-candidatos ao Legislativo da região do Alto Uruguai. O primeiro entrevistado foi Rony Gabriel (Podemos), na segunda-feira (8), que apresentou sua trajetória, detalhou as pautas que pretende defender caso seja eleito deputado federal e falou sobre os desafios que considera mais urgentes para a região.
Ao relembrar sua história, Rony destacou uma trajetória que classificou como de superação. Contou que começou a trabalhar ainda jovem em Erechim, atuando como lavador de carros e empacotador de supermercado, antes de ingressar no curso de Direito da URI. Segundo ele, o interesse pela política surgiu durante a graduação, quando passou a questionar a diferença entre o que é discutido na área jurídica e o que efetivamente é produzido no Legislativo. Também atribuiu o crescimento de sua atuação pública ao desempenho obtido nas eleições para vereador e à presença nas redes sociais, onde afirmou ter construído uma audiência nacional com cerca de 100 milhões de visualizações mensais. Para o pré-candidato, esse alcance contribuiu para consolidá-lo como uma das vozes conservadoras de maior influência no país e abriu caminho para a disputa de uma vaga na Câmara dos Deputados.
Sobre as pautas que pretende defender, Rony afirmou que sua plataforma está baseada no liberalismo econômico e no conservadorismo cultural. Na economia, defendeu a redução do tamanho do Estado e da carga tributária, argumentando que a diminuição de impostos favorece o empreendedorismo, estimula o consumo e fortalece a geração de empregos. Segundo ele, o elevado nível de gastos públicos aumenta o endividamento do país e contribui para a manutenção de juros mais altos.
Na área da educação, o pré-candidato avaliou que existe um distanciamento entre a formação oferecida pelas escolas e as necessidades reais do mercado de trabalho. Na sua visão, essa desconexão ajuda a explicar a dificuldade enfrentada por empresas para encontrar profissionais qualificados em diversos setores. Já na saúde, defendeu uma modernização do Sistema Único de Saúde por meio da integração nacional dos dados dos pacientes. Como exemplo, citou situações em que exames precisam ser repetidos quando uma pessoa é encaminhada de uma unidade básica para um hospital. Para ele, a unificação dessas informações geraria economia de recursos, permitindo que parte dos valores fosse destinada à atualização da tabela de procedimentos do SUS.
Durante a entrevista, Rony também abordou temas relacionados aos costumes. Ele manifestou posição contrária à inclusão do que chamou de ideologia de gênero nas escolas, defendendo que questões ligadas à formação moral e aos valores das crianças devem permanecer sob responsabilidade das famílias.
Ao analisar a situação do Alto Uruguai, o pré-candidato afirmou que a principal dificuldade da região é a falta de representatividade direta em Brasília. Segundo ele, a ausência de um deputado federal da região reduz a capacidade de articulação política e de captação de recursos por meio de emendas parlamentares. Rony argumentou que o volume de recursos que um deputado federal pode direcionar aos municípios é significativamente superior à parcela de orçamento livre disponível para muitas administrações municipais.
Como exemplo da necessidade de maior articulação junto ao governo federal, citou a situação financeira do Hospital Santa Terezinha. Na avaliação do pré-candidato, a presença de um representante regional na Câmara dos Deputados poderia contribuir para buscar recursos destinados à redução de déficits e à manutenção de serviços especializados, especialmente na área de oncologia. Rony também apontou a infraestrutura logística como um dos principais gargalos para o desenvolvimento regional. Segundo ele, as dificuldades de deslocamento enfrentadas por moradores e empresas limitam o crescimento econômico e exigem uma atuação mais forte junto ao governo federal para viabilizar melhorias em rodovias e outras obras estruturantes.
Confira a entrevista na íntegra: